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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

PRATO COVO EM FAIANÇA DE ALCOBAÇA – OAL

Quando se fala em Faianças de Alcobaça logo se pensa em peças de decoração, na cor azul e raramente em peças utilitárias, de uso doméstico, em faiança branca.


Tudo a propósito da faiança utilitária de uso doméstico, vidrada na cor branca e com decorações semelhantes a tantas outras faianças de outras fábricas, nomeadamente da Fábrica de Loiça de Sacavém.


Apresentamos um prato covo, de covo acentuado, com aba recortada, reforçada com um filete grosso, a dourado. Possui igualmente outro filete a demarcar o limite da aba para o covo, igualmente a dourado, mais fino e interrompido pela decoração vegetalista da peça.


A decoração policroma com três arranjos vegetalistas diferentes e de tamanhos diversos, com malmequeres azuis e fenos ou parganas amarelas e castanhas, é interessante, e quase que se poderia confundir com algum tipo de faiança da citada Fábrica de Loiça de Sacavém.


Mas voltando ao prato, no seu tardoz, a marca, em tons de azul é inequívoca: OAL – o logotipo da Olaria de Alcobaça, Limitada; inserida numa coroa circular, igualmente azul, com as indicações: OLARIA ALCOBAÇA – ALCOBAÇA.


Esta fábrica laborou entre 1927 e 1984, crendo-se que este tipo de faiança deva ter sido produzido nas décadas de 60 e 70.


Tratava-se de uma faiança simples, para uso doméstico comum, de baixo valor comercial, concorrencial com as demais faianças existentes à época e de implantação regional, em redor de Alcobaça.

Apesar destes factos e dado que constitui um marco diferenciador no fabrico de faianças na região de Alcobaça, numa determinada época, consideramos de realce a sua inventariação e divulgação.


Fontes:

1) - “Cerâmica em Alcobaça – 1875 até ao presente: CeRamiCa PLUS” – Galeria de Exposições Temporárias – Mosteiro de Alcobaça; 6 de Abril a 4 de Maio 2011; Município de Alcobaça, 2011.


3) – “ Cem anos de Louça em Alcobaça”, de Jorge Pereira de Sampaio e Luís Peres Pereira, 2008;

4) – “Faiança de Alcobaça, de 1875 a 1950”, de Jorge Pereira de Sampaio, Estar Editora, Coleção Fundamental, 1997 (?);

5) - – “A Loiça de Alcobaça”, de João da Bernarda, Edições ASA, 1ª Edição, Porto - Outubro de 2001.

6) – “A Faiança de Raul da Bernarda & F.os, Lda. – Fundada em 1875 – ALCOBAÇA”, de Jorge Pereira de Sampaio, Edição Particular da Fábrica Raul da Bernarda & F.os, Lda., Alcobaça, Outubro, 2000.


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

PEQUENO PRATO DA OAL – OLARIA DE ALCOBAÇA LIMITADA


Às pequenas peças de faiança, por vezes, não lhe é dada a devida atenção, e são amontoadas no chão, sobre o pano, ou então colocadas a um canto da banca e vendidas a 1,00 Euro.

Da paciência com a pesquisa e sempre no intuito do alcance de alguma de interesse, por vezes surgem, e é uma satisfação, pese embora a aquisição se faça de forma simples e sem evidenciar tal.

Mais uma pequena aquisição dessas: um pequeno prato em faiança, da OAL – Olaria de Alcobaça Limitada, policromático, com decoração rural, interessante.



Uma camponesa de blusa azul, saia acastanhada, e lenço grená sobre o pescoço, sentada de lado sobre a albarda de um burro, que penosamente fazia o seu trajeto, provavelmente, a caminho de casa, vendo-se a paisagem ao fundo, onde são evidentes as silhuetas de dois montes.


Para enaltecer o prato, dois filetes de bordadura, o exterior, mais largo, acastanhado e o interior, menos largo e na cor amarelada.



Atendendo à natureza de pasta utilizada, ao motivo da decoração e ao tipo de pintura realizada, bem como ao vidrado, leva-nos a considerar que será uma peça fabricada na segunda metade dos anos quarenta ou primeiros anos da década de cinquenta, do século passado.




No tardoz do prato o carimbo, monocromático, na cor castanha, com a Indicação de *Olaria Alcobaça *Alcobaça* e no círculo interior, o logotipo OAL.




Trata-se de uma peça utilitária com uma decoração ao gosto nacional, bastante cultivado na época da sua fabricação e que é uma referencia de uma época do fabrico da OAL, na qual recorria a uma decoração evocando a ruralidade do país e utilizando cores do gosto popular.


Fontes:






6) – “Cerâmica em Alcobaça – 1875 até ao presente: CeRamiCa PLUS” – Galeria de Exposições Temporárias – Mosteiro de Alcobaça; 6 de Abril a 4 de Maio 2011; Município de Alcobaça, 2011.

 

terça-feira, 8 de abril de 2014

Faiança da OAL de Alcobaça

Taça de Faiança da OAL de Alcobaça

Pano no chão sobre o terreiro empedrado, tralhas e traquitanas sobre o pano e a "tenda está montada" para as vendas: "Tudo a 1,00 Euro !".
 
Aprás-me de sobre maneira procurar e eventualmente encontrar alguma peça, nomeadamente de faiança, nestes amontoados, para as quais não dão valor, pois não são as emblemáticas, ícones ou de fábricas sobejamente conhecidas.
 
Foi o que me aconteceu à dias, entre um conjunto de tralhas e mesmo "lixo", uma pequena taça em faiança da OAL, de Alcobaça - a qual já faz parte do meu acerso.
 

 
(magem de frente)
(imagem de tardoz)

Pese embora no covo apresente vários sinais de uso, já com faltas de vidrado e com um "cabelo" apreciável, trata-se de uma peça caracteristica da OAL.

Cataloguei-a como uma pequena taça em faiança popular portuguesa de meados do Século XX, fabrico da OAL – Olaria de Alcobaça, com carimbo cor sépia "OAL"; com duplo filete na aba, um amarelo-torrado e outro castanho e com a indicação no covo “Lembrança Praia Monte Gordo”, com imagem alusiva: ondas, estilização do mar, um barco à vela e nuvens, nas cores grená e preto.
Peça interessante e curiosa, em que as cores e o duplo filete na aba são elementos caracteristicas da OAL.
 
A Olaria de Alcobaça, Limitada foi fundada em 1927 por Silvino Ferreira da Bernarda; António Vieira Natividade e Joaquim Vieira Natividade, instalada na Rua Costa Veiga, próximo do Rio Alcôa e dedicou-se ao fabrico de louça doméstica, criando peças com o estilo "Coimbrão", decoradas pela tecnica da estampilha, pela pintura, ou por um misto destes dois processos, para além de reproduzir peças de louça antiga, com motivos dos séculos XVIII e XIX do Juncal, Viana, Coimbra e de outras fábricas do Porto.
 
A fábrica viria a encerrar em 1984 e o que restava dela, em 2009, é o que a imagem seguinte, tristemente, apresenta:

 
Enfim, uma peça interessante, obtida de forma fácil, de uma fábrica importante, que marcou presença na sua época e que infelizmente já encerrou.